O que é Turismo de Base Comunitária no contexto da energia eólica?

oficina de artesanatoO Turismo de Base Comunitária (TBC) é uma estratégia de desenvolvimento territorial em que comunidades locais participam diretamente da construção e dos benefícios da atividade turística. Em áreas de grandes empreendimentos, como os de energia, o TBC pode atuar como ferramenta de gestão de impacto territorial, fortalecimento comunitário e geração de indicadores ESG.

É nessa intersecção entre energia renovável e desenvolvimento territorial que o Instituto Vivejar atua há mais de 15 anos, com metodologia própria, projetos em 16 estados e um histórico construído em comunidades tradicionais, áreas impactadas e territórios vulneráveis. 

Parques eólicos geram energia renovável, mas também transformam profundamente os territórios onde são instalados. Quando comunidades ficam de fora desse processo, o que aparece é resistência local, desgaste reputacional e risco real para a continuidade do projeto.

Hoje, empresas do setor convivem com desafios cada vez mais presentes em seus territórios de atuação: exigências de consulta prévia e necessidade de diálogo estruturado com comunidades tradicionais, pressão crescente de investidores ESG, dificuldade de comprovar impacto social com lastro, paralisações, judicializações e fragilidade na licença social.

Nesse cenário, o território deixou de ser apenas área operacional. Ele também se tornou um ativo estratégico.

Os desafios territoriais das empresas de energia eólica

Palestra sobre Turismo de Base ComunitáriaA expansão da energia eólica no Brasil trouxe novos desafios para empresas que atuam em territórios ambiental e socialmente sensíveis.

Em muitos contextos, os principais riscos da operação não estão apenas na geração de energia, mas na relação com as comunidades do entorno.

Empresas do setor convivem cada vez mais com:

  • Consulta prévia sem estrutura de diálogo — comunidades tradicionais têm direito garantido à participação, mas muitas empresas chegam ao território sem metodologia para conduzir esse processo de forma legítima.
  • Resistência local que vira risco operacional — quando a comunidade não se reconhece no projeto, o desgaste reputacional se acumula e pode comprometer a continuidade da operação.
  • Paralisações e judicializações evitáveis — boa parte dos conflitos territoriais que chegam à Justiça têm origem em relações mal construídas desde o início do empreendimento.
  • Pressão de investidores ESG sem evidências para responder — relatórios de impacto social exigem indicadores reais e verificáveis. Narrativas sobre “engajamento comunitário” sem números dificilmente são vistas como evidência.
  • Impacto social difícil de medir e comunicar — ações pontuais de compensação raramente geram dados consistentes o suficiente para sustentar uma tese de investimento ou renovação de licença.
  • Licença social frágil — a ausência de uma boa relação contínua com os moradores locais pode acarretar numa descredibilização dos direitos de atuação no território.

Nesse cenário, o território deixou de ser apenas uma área operacional. Tornou-se também um ativo estratégico para a sustentabilidade dos projetos no longo prazo.

É nesse contexto que o Turismo de Base Comunitária pode atuar como ferramenta de gestão de impacto territorial.

Mais do que ações pontuais de compensação, o TBC cria caminhos concretos para transformar impacto territorial em desenvolvimento local, estruturando iniciativas capazes de gerar renda, fortalecer comunidades e construir relações mais duradouras entre empresa e território.

Por que muitas ações socioambientais não geram resultado duradouro?

Palestra com Marianne CostaEm muitos territórios impactados por grandes empreendimentos, ações sociais pontuais acabam gerando baixo engajamento comunitário e pouco impacto estrutural.

Isso acontece porque iniciativas desconectadas da identidade local dificilmente fortalecem vínculos duradouros entre empresa e comunidade.

Projetos de Turismo de Base Comunitária atuam de forma diferente: trabalham desenvolvimento territorial, geração de renda e protagonismo local de maneira integrada.

Como o Turismo de Base Comunitária fortalece a gestão de impacto territorial 

Percussão Hoje, empresas do setor precisam desenvolver estratégias de ESG territorial capazes de fortalecer relações comunitárias e reduzir riscos operacionais de longo prazo. 

O Turismo de Base Comunitária trabalha a partir do fortalecimento das comunidades e da valorização do território. Na prática, isso significa desenvolver iniciativas conectadas à realidade local, criando oportunidades de geração de renda e fortalecimento cultural através do turismo responsável.

Quando estruturado de forma estratégica, o TBC pode contribuir para:

  • Geração de renda local
  • Fortalecimento cultural
  • Formação de lideranças
  • Desenvolvimento territorial
  • Criação de indicadores reais para relatórios ESG

Mais do que uma atividade turística, trata-se de uma estratégia de fortalecimento territorial, construção de licença social e desenvolvimento local de longo prazo. 

Como o Instituto Vivejar desenvolve projetos de TBC em territórios impactados por energia eólica 

Desenvolvimento de projeto de Turismo de Base Comunitária O Instituto Vivejar desenvolve projetos de Turismo de Base Comunitária em áreas de influência de parques eólicos, conectando empresa, comunidade e território através de metodologias voltadas ao desenvolvimento local.

A estrutura dos projetos envolve etapas como:

  • Diagnóstico territorial
  • Cocriação com a comunidade
  • Formação de lideranças
  • Estruturação do produto turístico
  • Acesso ao mercado
  • Monitoramento com indicadores ODS

O objetivo é desenvolver iniciativas com impacto mensurável e conexão real com os territórios envolvidos.

Case Elera Renováveis × Geoparque Seridó/RN

EComunidade Geoparque Seridóm 2024, o Instituto Vivejar desenvolveu um projeto de fomento ao turismo no território do Geoparque Seridó/RN, com financiamento da Elera Renováveis, em área de influência de suas operações no município de Parelhas.

A atuação envolveu ações no território do Geoparque Seridó e na Comunidade Quilombola Boa Vista dos Negros, conectando desenvolvimento territorial, turismo responsável e fortalecimento comunitário.

O projeto foi estruturado a partir de uma metodologia de Turismo de Base Comunitária voltada à geração de renda, fortalecimento da governança local e valorização cultural das comunidades envolvidas.

Entre as ações realizadas, destacam-se:

  • Diagnóstico territorial e análise situacional
  • Mapeamento e mobilização de atores locais
  • Oficinas de artesanato, roteirização e precificação
  • Formação de lideranças através do Programa Multiplicadores do Legado do Geoparque Seridó
  • Criação de roteiros turísticos integrados
  • Fortalecimento da agricultura familiar
  • Estruturação de experiências de Turismo de Base Comunitária
  • Desenvolvimento de materiais promocionais e presença digital

Os resultados envolveram:

  • 104 pessoas mobilizadas atuando diretamente com turismo
  • 79% de participação feminina
  • 14 oficinas realizadas
  • 53 artesãos mobilizados
  • 15 multiplicadores formados
  • 4 roteiros turísticos estruturados
  • 23 pessoas/ negócios qualificados no Programa Multiplicadores do Legado do Geoparque Seridó
  • mais de 500 pessoas alcançadas pelas campanhas de sensibilização

Na Comunidade Quilombola Boa Vista dos Negros, o projeto contribuiu para o fortalecimento da liderança feminina, criação de produtos associados ao turismo, estruturação de experiências comunitárias e construção de novas oportunidades de geração de renda.

Além do fortalecimento da atividade turística, o projeto também contribuiu para ampliar a governança territorial, fortalecer redes locais e consolidar o turismo responsável como estratégia de desenvolvimento no território do Geoparque Seridó.

Acesse o relatório completo de resultados e impacto clicando aqui.

Leia também: Governadora do RN comemora resultados do Instituto Vivejar e encerra projeto com visita a comunidades indígenas e quilombolas

Desenvolvimento territorial também faz parte da transição energética

Workshop de desenvolvimento territorial A expansão da energia renovável no Brasil trouxe um novo desafio para empresas do setor: desenvolver estratégias capazes de fortalecer não apenas a sustentabilidade ambiental dos projetos, mas também sua sustentabilidade territorial e social.

Nesse contexto, o Turismo de Base Comunitária surge como uma ferramenta capaz de conectar desenvolvimento local, fortalecimento comunitário e gestão de impacto territorial de longo prazo.

Mais do que ações pontuais de compensação, projetos estruturados de TBC podem contribuir para fortalecer a licença social, gerar indicadores ESG consistentes e construir relações mais sustentáveis entre empresas e comunidades.

O case desenvolvido no Geoparque Seridó mostra como iniciativas conectadas ao território podem gerar impacto social mensurável, fortalecimento da governança local e novas oportunidades de desenvolvimento econômico nas regiões de influência de grandes empreendimentos.

Sobre o Instituto Vivejar

Instituto VivejarO Instituto Vivejar atua há mais de 15 anos desenvolvendo projetos de Turismo de Base Comunitária, turismo responsável e desenvolvimento territorial em diferentes regiões do Brasil.

Com atuação em territórios vulneráveis, comunidades tradicionais e áreas impactadas por grandes empreendimentos, o Instituto desenvolve metodologias voltadas à geração de renda, fortalecimento comunitário e construção de estratégias ESG conectadas à realidade dos territórios.

Atualmente, o Vivejar já realizou mais de 45 projetos em 16 estados brasileiros, conectando empresas, comunidades e desenvolvimento territorial através do turismo responsável. Clique aqui e acesse nosso portfólio completo.

Vamos conversar?

Palestra com Marianne CostaSe sua empresa busca fortalecer sua atuação territorial, desenvolver estratégias ESG mais conectadas às comunidades e estruturar iniciativas de impacto social com resultados mensuráveis, o Turismo de Base Comunitária pode ser parte da solução.

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