O Caso do Instituto Vivejar
O desenvolvimento de experiências turísticas responsáveis transcende a simples visitação, ele exige um olhar estratégico e sensível sobre a essência de cada território. No Instituto Vivejar, a metodologia de trabalho é fundamentada na cocriação com as comunidades locais. O objetivo central é transformar saberes tradicionais em jornadas de imersão profunda, capazes de gerar valor real e sustentável para todos os atores envolvidos no ecossistema turístico.
A Metodologia na Prática
O Vale do Jequitinhonha
Um exemplo emblemático da aplicação desta metodologia ocorreu no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, em colaboração direta com as ceramistas da região. Historicamente, a interação dos turistas com estas artesãs limitava-se a visitas pontuais para a aquisição de peças de artesanato. Embora houvesse uma transação comercial, a riqueza cultural e o processo criativo por trás de cada obra permaneciam, em grande parte, invisíveis ao visitante.
Através de um redesenho estratégico, o Instituto Vivejar desenvolveu o roteiro intitulado “Do Barro à Arte”. Esta experiência propõe uma imersão de três dias e duas noites, permitindo que o visitante não seja apenas um observador externo, mas um participante ativo no ciclo completo da cerâmica.
Transformações e Impactos da Nova Abordagem
A transição de um modelo de turismo convencional para uma experiência de imersão trouxe mudanças significativas na dinâmica entre a comunidade e os visitantes. O que antes era uma visita passiva, focada na compra de artesanato, transformou-se em uma jornada onde o visitante se torna protagonista.
Ele participa ativamente da modelagem, da pintura e da queima, que se converte em uma celebração coletiva da comunidade. Além disso, rodas de conversa e momentos de convivência proporcionam uma conexão profunda, permitindo que a história, o cotidiano e a cultura do território sejam verdadeiramente compreendidos e valorizados.
O foco, que antes estava apenas no produto final, agora se estende ao processo, à história e à identidade local, gerando uma circulação de renda mais consistente e um maior tempo de permanência no destino.
“O turismo, quando pensado a partir da identidade do território, deixa de ser uma atividade extrativa para se tornar uma ferramenta poderosa de desenvolvimento sustentável.” — Marianne Costa.
Resultados Mensuráveis e Sustentabilidade
A implementação do roteiro “Do Barro à Arte” demonstrou que a valorização do protagonismo das artesãs é o motor para um impacto social e econômico positivo.
Ao participar ativamente da modelagem, pintura e queima — que se transformou em uma celebração coletiva — o visitante estabelece uma conexão emocional e intelectual com o território.
Isso resulta em um aumento no tempo de permanência no destino e, consequentemente, em uma maior circulação de renda local, fortalecendo a economia da comunidade sem comprometer sua integridade cultural.
Convite ao Aprendizado
Para profissionais, gestores e empreendedores que desejam desenvolver experiências turísticas mais autênticas, responsáveis e conectadas à identidade dos territórios, o Instituto Vivejar está com inscrições abertas para o curso Desenho de Experiências Turísticas Responsáveis, com início em junho.
A formação aborda temas como construção de narrativas, valorização de saberes locais, desenvolvimento de produtos turísticos, impacto positivo, sustentabilidade e criação de experiências conectadas à identidade cultural dos territórios.
Ao longo do curso, os participantes terão acesso a metodologias aplicadas pelo Instituto Vivejar em diferentes regiões do Brasil, além de ferramentas práticas, estudos de caso e estratégias voltadas para transformar atividades e tradições locais em experiências turísticas economicamente viáveis e culturalmente relevantes.
Mais do que uma formação teórica, o curso propõe uma visão integrada entre turismo, desenvolvimento territorial e experiências com propósito.
As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas.
Para mais informações e inscrições, clique aqui.







