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No dia 1º de abril, conhecido como o Dia da Mentira, decidimos revelar algumas verdades importantes — principalmente sobre um tema que ainda é cercado de confusões e estereótipos: o Turismo Responsável.

Esse conceito começou a ganhar força a partir dos anos 1990, como uma resposta aos impactos sociais, culturais e ambientais provocados pelo turismo de massa. Ele propõe uma forma mais ética e consciente de viajar — respeitando os territórios, priorizando o bem-estar das comunidades anfitriãs e promovendo o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, conservação ambiental e justiça social.

Um dos principais nomes nesse movimento é o acadêmico britânico Harold Goodwin, referência mundial em Turismo Responsável. Em suas palavras:

“Turismo Responsável tem a ver com fazer a diferença. É nos destinos que turistas e comunidades locais interagem na natureza local e no ambiente sociocultural. É nos destinos que o turismo precisa ser administrado para que minimize os impactos negativos e potencialize os positivos.”

O Instituto Vivejar se baseia diretamente nesse legado internacional e atua no Brasil com foco em formação, consultoria e articulação de projetos que colocam o turismo a serviço das pessoas e dos territórios.

Como resume nossa CEO, Marianne Costa:

“Para nós do Grupo Vivejar, Turismo Responsável é tornar os lugares melhores para se viver e, depois, para visitar – nesta ordem.”

Mas mesmo com tantos avanços, ainda circulam por aí várias ideias equivocadas sobre o que é (e o que não é) Turismo Responsável.

Se você já acreditou em alguma dessas… chegou a hora de desmentir:

1. “Turismo Responsável é coisa de ONG.”

Essa ideia ainda persiste, mas está longe da verdade.
Turismo Responsável é uma estratégia de desenvolvimento sustentável, com aplicação direta no setor privado, no poder público e em iniciativas comunitárias.

Vai muito além de ações pontuais ou assistencialistas — é planejamento, governança, inovação e impacto mensurável.

2. “Turismo Responsável não dá lucro.”

Essa é uma das mentiras mais limitantes.
Quando bem estruturado, o Turismo Responsável é economicamente viável e pode gerar resultados sólidos — inclusive financeiros.

O que muda é o modelo de gestão, baseado em ética, equidade e compromisso com os territórios. Empresas que adotam essa abordagem constroem reputação, valor de marca e conexões mais duradouras com seus públicos, consequentemente aumentando seu faturamento.

3. “É só sobre Meio Ambiente.”

O cuidado com o meio ambiente é parte essencial, mas não é tudo.
Turismo Responsável é uma abordagem integrada e sistêmica, que considera:

  • cultura e identidade local
  • economia do território
  • relações humanas
  • justiça social
  • e sim, sustentabilidade ambiental

É sobre enxergar o turismo como ferramenta de transformação — para as pessoas e para os lugares.

4. “Só serve para comunidades tradicionais ou lugares remotos.”

Nada disso.
Turismo Responsável pode (e deve) ser aplicado em qualquer contexto: áreas urbanas, destinos consolidados, empresas de grande porte, pequenos negócios, zonas rurais, experiências comunitárias.

Não importa o “onde”, mas sim o como.
É uma escolha estratégica, alinhada com tendências globais de consumo consciente, ESG, regeneração e economia do cuidado.

5. “É uma tendência passageira.”

Pelo contrário.
Turismo Responsável é uma necessidade urgente diante das mudanças climáticas, sociais e econômicas. É uma mudança de paradigma — e quem ainda acredita que é modinha, provavelmente vai ficar para trás.

Segundo o Relatório de Tendências do Turismo Global 2023 da Organização Mundial do Turismo (OMT), turistas estão cada vez mais atentos à autenticidade, ao impacto ambiental das suas escolhas e à responsabilidade das empresas em relação às comunidades locais. O mercado está mudando, e os destinos e negócios que não acompanharem essa transformação correm o risco de se tornarem obsoletos.

A verdade é: Turismo Responsável é o futuro (e o presente) do setor.

Mais do que uma tendência, o Turismo Responsável é uma resposta necessária aos desafios do nosso tempo. Não se trata de etiquetas ou discursos bonitos em materiais institucionais — trata-se de compromisso real com os territórios, com as pessoas e com o planeta.

Em um cenário em que o termo “sustentável” é frequentemente usado de forma superficial, o Turismo Responsável surge como um antídoto ao greenwashing: ele exige ação, coerência, gestão, ética e escuta ativa. Não basta parecer responsável — é preciso ser.

É por isso que o Instituto Vivejar trabalha para levar essa abordagem do conceito à prática: com metodologias, processos participativos e estratégias que respeitam a complexidade de cada território.

Se você é gestor público, empreendedor, guia de turismo, agente de desenvolvimento ou liderança do setor, este é o momento de repensar o papel do turismo. De colocar propósito no centro e gerar impacto positivo de verdade — para além do marketing, com raízes profundas e transformadoras.

Fale com o Instituto Vivejar e leve essa transformação para seu território ou sua organização.

Vamos juntos tornar os lugares melhores para se viver — e, depois, para visitar.