No cenário atual, a sigla ESG (Environmental, Social, and Governance) transcende o status de jargão corporativo para se tornar um pilar fundamental na avaliação de investimentos e na construção de reputação empresarial.

No setor do turismo, essa transformação é ainda mais evidente, com a crescente demanda por práticas sustentáveis e responsáveis. Contudo, o ESG não se limita apenas a evitar impactos negativos. Ele representa uma oportunidade estratégica para empresas que buscam gerar valor compartilhado e fortalecer sua licença social para operar, especialmente em territórios sensíveis.

O desafio da Indústria e a busca por Soluções de mediação

Desenho de experiências turísticas no Geoparque Seridó, desenvolvida pelo Grupo Vivejar.

Indústrias de grande porte, como a de energia eólica, frequentemente se deparam com o desafio de integrar suas operações em comunidades locais, minimizando impactos ambientais e sociais.

A construção de parques eólicos, embora essencial para a transição energética, pode alterar paisagens, modos de vida e economias locais.

Nesse contexto, a busca por soluções de mediação que promovam o desenvolvimento territorial e o bem-estar das comunidades torna-se um imperativo estratégico, e não apenas uma obrigação regulatória.

Geoparque Seridó: Um Modelo de Sucesso com o Turismo de Base Comunitária

Etiqueta de peça artesanal produzida pela comunidade do Geoparque SeridóUm exemplo inspirador dessa abordagem é o projeto de fortalecimento do turismo no território do Geoparque Seridó, no Rio Grande do Norte.

Reconhecido pela UNESCO, o Geoparque Seridó é um território de enorme relevância ecológica e cultural, abrangendo diferentes municípios e comunidades locais.

A Elera Renováveis, empresa com um complexo eólico em Parelhas/RN, demonstrou seu compromisso com o desenvolvimento territorial ao investir no turismo de base comunitária (TBC) na região.

A iniciativa foi viabilizada e estrategicamente conduzida pelo Instituto Vivejar, sob a liderança de Marianne Costa, que atuou como elo fundamental entre a indústria e as comunidades locais.

O Turismo de Base Comunitária Como Ferramenta de Transformação

Produção de artesanato desenvolvido pelo Turismo de Base Comunitária, no Geoparque SeridóO turismo de base comunitária, neste contexto, vai muito além da compensação.

Ele transforma comunidades em protagonistas do próprio desenvolvimento turístico, criando oportunidades de geração de renda, fortalecimento cultural e valorização dos saberes locais.

No caso do Geoparque Seridó, a atuação do Instituto Vivejar envolveu:

  • diagnóstico territorial aprofundado
  • identificação de belezas naturais e empreendimentos locais
  • oficinas de sensibilização e capacitação
  • estruturação de experiências turísticas autênticas e acesso ao mercado
  • fortalecimento da governança local

O objetivo não era apenas criar produtos turísticos, mas desenvolver um modelo sustentável de turismo conectado à identidade do território.

Resultados que Inspiram

Capacitação em Turismo de Base Comunitária - Grupo Vivejar, Geoparque SeridóA atuação no Geoparque Seridó gerou resultados concretos e mensuráveis:

  • 6 comunidades atendidas, incluindo uma comunidade quilombola
  • 14 oficinas de artesanato realizadas
  • 23 pessoas/ negócios qualificados e mobilizadas, atuando diretamente com turismo
  • 79% dos participantes eram mulheres
  • Mais de 500 pessoas alcançadas por campanhas de sensibilização
  • Programa de qualificação da oferta turística: Multiplicadores do Legado do Geoparque
  • Ações de promoção e comercialização como website e instagram 

Os resultados demonstram o potencial do turismo de base comunitária como ferramenta de transformação social, econômica e ambiental.

Ao investir no TBC, a Elera Renováveis não apenas mitigou impactos, mas contribuiu diretamente para fortalecer a economia local e ampliar oportunidades para as comunidades da região.

O Turismo de Base Comunitária Como Estratégia ESG

Qualificação de comunidade em Turismo de Base Comunitária, no Geoparque SeridóPara empresas que atuam em territórios ambientalmente sensíveis ou junto a comunidades tradicionais, o turismo de base comunitária surge como uma solução estratégica de impacto positivo.

O modelo contribui diretamente para os pilares social e ambiental do ESG ao:

  • promover inclusão social e econômica
  • gerar renda local
  • fortalecer a cultura e os saberes tradicionais
  • incentivar práticas sustentáveis
  • ampliar a governança comunitária
  • construir relações de confiança entre empresas e comunidades

Mais do que uma ação de responsabilidade social, trata-se de um investimento em resiliência territorial, reputação institucional e sustentabilidade de longo prazo.

Mitigação de impacto aliada ao desenvolvimento Territorial

Geoparque Seridó, ESG na prática. O caso do Geoparque Seridó demonstra como o ESG no turismo pode deixar de ser apenas um discurso e se transformar em uma ferramenta concreta de desenvolvimento territorial.

Para empresas que buscam soluções eficazes de mediação e desejam gerar impacto positivo de forma estruturada, o turismo de base comunitária representa uma oportunidade estratégica de longo prazo.

A experiência do Instituto Vivejar mostra que desenvolvimento econômico, fortalecimento comunitário e sustentabilidade podem caminhar juntos quando existe planejamento, escuta e construção coletiva.